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Porque implementar a gestão de resíduos na construção civil

Porque implementar a gestão de resíduos na construção civil

A gestão de resíduos na construção civil é uma grande aliada na busca das construtoras por trabalhar com maior sustentabilidade

Cada vez mais esta procura se torna imprescindível para as empresas do setor, que precisam acompanhar as novas tendências do mercado e proteger o planeta Terra.

Como sabemos, a construção civil é um dos ramos que mais gera detritos e, por consequência, causa grandes impactos ambientais. 

Principalmente se considerarmos a quantidade de entulhos resultantes de fragmentos de madeira, pedregulho, tijolos, areia e argamassa.

Ou seja, o setor da construção civil cria problemas ambientais através de uma superprodução de lixo. Por isso, é fundamental que o planejamento da obra seja feito com consciência ambiental e que tenha uma excelente gestão de resíduos.

Realizar o gerenciamento destes materiais descartáveis é fundamental para cumprir um papel ecológico sustentável na sua empresa. Além de gerar maior economia e reduzir desperdícios, também ganha o selo de sustentabilidade, cada vez mais importante para conseguir novos trabalhos.

Além da geração de entulhos, que podem chegar até 3 bilhões de toneladas por ano, o setor também acaba sendo responsável por 50% do gás carbônico que é lançado na atmosfera. 

Assim, é papel de todos, tanto do setor público, quanto das construtoras, realizar adaptações para melhorar o futuro do nosso meio ambiente. 

Realizando a gestão de resíduos de maneira correta e eficiente, é possível fazer com que sua obra esteja por dentro das diretrizes e se torne um exemplo para todos.

 

A gestão de resíduos na construção civil

 

Basicamente, a gestão de resíduos consiste em executar ações corretas de organização, redistribuição e descarte de materiais. Como sabemos, existe um alto volume de acúmulo dos entulhos do material de construção após o fim do trabalho.

Os materiais resultantes das obras são denominados de Resíduos da Construção e Demolição ou Resíduos da Construção Civil (RDC ou RCC). Eles contemplam pedaços inutilizados das obras, além de reformas, demolições, construções e outros tipos de trabalhos da área civil.

Vale destacar que o gerenciamento de resíduos está entre as obrigações legais das empresas, que devem planejar e organizar o descarte desses materiais e os municípios, que devem fiscalizar e agir conforme a legislação vigente.

Conforme a classificação de resíduos da construção civil, eles são divididos nas classes A, B, C e D, que variam conforme o grau de risco que apresenta e o tipo de acondicionamento, transporte, tratamento e destinação final.

Em geral, o desperdício e o descarte inadequado têm como principal fator de culpa a falta de planejamento e estratégia na gestão de resíduos. Em cidades brasileiras de médio e grande porte, esses resíduos oriundos de construções e demolições representam entre 40% e 70% de todos os sólidos gerados.

Por isso é muito importante conhecer sua classificação e fazer o descarte correto. Vale destacar que eles não devem ser misturados:

Classe A: resíduos recicláveis ou reutilizáveis como agregados. Exemplos: areia, tijolo, blocos de concreto, cerâmica, argamassa endurecida, telhas cerâmicas e brita.

Classe B: resíduos recicláveis para outras destinações.  Exemplos: plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias (escorridas/limpas) e gesso.

Classe C: resíduos não possuem uma tecnologia desenvolvida ou aplicação de reciclagem ou recuperação, ou seja, eles não podem ser reaproveitados e deve ser feito o descarto correto. Exemplos: peças de fibra e nylon e manta asfáltica.

Classe D: resíduos perigosos, que podem contaminar o meio ambiente e prejudicar a saúde dos trabalhadores. Exemplos: amianto, solvente, tintas, óleos, pincéis e estopas.

A partir do momento em que se conhece os tipos de materiais e como eles devem ser descartados corretamente, existem alguns passos fundamentais para organizar uma política de gestão de resíduos dentro da empresa. 

Nesse sentido, existem três pontos principais que podem colaborar fundamentalmente com o gerenciamento:

Reduzir: evitar o desperdício, utilizando materiais em quantidades corretas e sem perdas.

Reutilizar: reaproveitar os resíduos e sobras na própria obra sempre que possível

Reciclar: transformar os resíduos em novos materiais

Além disso, é muito importante elaborar e executar um bom Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC). 

Esse plano deve ser aplicado nos canteiros de obras para que atenda a legislação ambiental vigente e para que possa reduzir problemas ambientais.

O Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC), basicamente é um documento que identifica a quantidade de geração de resíduos nas obras. Ele também abrange reformas, reparos, demolições e preparação e escavação de terrenos.

Seu objetivo é estabelecer os procedimentos necessários para o manejo e destinação correta dos resíduos, sem prejudicar o meio ambiente. 

Ele deve seguir, em nível nacional, a Resolução do Conama nº 307, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. 

Assim, ele é necessário para que se possa obter o Alvará de Localização e Funcionamento e Licenças Ambientais e Urbanísticas de empreendimentos de impacto.

Vale destacar que toda a gestão de resíduos, bem como a construção do PGRCC devem ser feitas por profissionais qualificados e habilitados, com apresentação da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica.

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