Resíduos perigosos exigem gestão rigorosa nos canteiros

Resíduos perigosos exigem gestão rigorosa nos canteiros

O canteiro de obras é um local muito ativo, com movimentação intensa, tanto de pessoas, mas como também de maquinários sendo operados. Para cada obra ou projeto, existem diversos procedimentos e percalços que devem ser pensados para viabilizar a construção da melhor maneira possível. Nesse sentido, muitos resíduos perigosos podem surgir a partir destas movimentações, e das operações realizadas. Por isso, é fundamental garantir um planejamento eficiente e uma gestão rigorosa nos canteiros de obras. Assim, é possível garantir a segurança dos trabalhadores, reduzir impactos ambientais e evitar multas de órgãos fiscalizadores. Hoje a Terra Brasil Terraplenagem vai ensinar como proceder com cautela e fazer uma boa organização destes materiais.

Primeiramente, é importante frisar que as empresas que não seguem as legislações ambientais e não trabalham com o descarte correto dos resíduos perigosos, por exemplo, podem ser autuadas, suspensas ou até mesmo ter cassado os seus alvarás de licenças. Além disso, o dano negativo que será causado à empresa é enorme, principalmente com o aumento da preocupação com questões ambientais e de sustentabilidade, algo cada vez mais em foco hoje em dia. A Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938) dita que caso haja poluição de qualquer natureza, que possa resultar em danos à saúde humana, poderá incidir em penas de reclusão, detenção e multa.

Para começar a gestão de resíduos perigosos é preciso, antes de mais nada, entender como eles são gerados. Como falamos anteriormente, existem diversas etapas e operações que podem resultar nestes materiais, como a demolição de construções existentes no terreno, por exemplo. Além disso, os serviços intensos que utilizam maquinários e veículos movidos a combustíveis estão sujeitos a vazamento e contaminação do solo, nesse sentido. Outro ponto importante a se considerar é a utilização de desmoldantes para formas, assim como atividades que utilizam tintas, verniz, adesivos e selantes, são outros geradores em potencial de resíduos perigosos.

Para colaborar na gestão resíduos perigosos deve-se começar adotando a diminuição do volume de geração destes materiais. Uma possibilidade, para isto, é escolher produtos que não causem danos ao meio ambiente ou que, pelo menos, tenham menor impacto ambiental, como desmoldantes de origem vegetal e tintas à base de água, por exemplo. Também é possível fazer essa diminuição ao realizar a separação dos resíduos por classes e tipos, o que facilita na hora de dar a destinação correta. Além disso, é necessário garantir o correto armazenamento dos produtos perigosos, escolhendo ambientes arejados, cobertos sobre piso impermeável e com contenção, além de próximo a extintores. Também é preciso realizar a sinalização no local e facilitar o acesso às fichas de informação de segurança.

Para o descarte correto, é preciso fazer com que ele seja transportado de forma adequada, com transportadoras especializadas e que se tenha o conhecimento de que elas façam o despejo em locais regulares. Para isto, a empresa responsável pela construção precisa verificar os documentos da empresa contratada, para evitar o descarte irregular dos resíduos. Os resíduos classificados como perigosos necessitam de certificado de movimentação de resíduos de interesse ambiental junto ao órgão estadual, por exemplo.

Como implantar gestão de resíduos perigosos

Para que se possa implementar uma gestão de resíduos perigosos é muito importante que se crie uma cultura de sustentabilidade e preocupação ambiental. Para isto, é possível começar criando uma estrutura administrativa de apoio, que trabalhe para a prevenção, controle dos materiais gerados, documentação das relações com fornecedores e toda a organização de relatórios. É muito comum, principalmente com o avançar da tecnologia, que as empresas utilizem sistemas de gestão de resíduos.

Atualmente existem softwares modernos que utilizam de tecnologias bastante conhecidas e de baixo custo, que podem facilitar nesse sentido. O GPS e o leitor de código de barras são bons exemplos disto, já que podem automatizar o preenchimento de relatórios, pesagem e identificação da localização de resíduos, por exemplo. Assim, fica muito mais fácil para rastrear o histórico de um resíduo por lotes, sua quantidade e origem, quando, como e para onde foi destinado. Este controle é muito importante, pois a partir da geração destes dados é possível obter informações valiosas para a obra e tomar decisões adequadas para gerir os resíduos perigosos.

Outro ponto é a organização. Ao elaborar um canteiro de obras, o projeto deve estar preparado para diversas atividades e contar com espaço para resíduos e também estrutura adequada para seu acondicionamento. Além disso, deve-se considerar no planejamento o fluxo de movimentação dos resíduos, conforme o ambiente no entorno e também a classificação do material. Por isso também é importante realizar a classificação conforme seu tipo e periculosidade. Após tudo isto, deve-se pensar no descarte, como falamos anteriormente, considerando a legislação e empresas com profissionais qualificados.

 

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