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Qual a vida útil de um prédio? Entenda sua durabilidade

Qual a vida útil de um prédio? Entenda sua durabilidade

A vida útil de um prédio depende de inúmeros fatores relacionados a sua construção, o uso ao longo dos anos e, principalmente a sua manutenção.

Por mais que pareçam durar para sempre, mesmo os grandes e luxuosos edifícios têm uma vida útil limitada. Isso acontece porque os materiais utilizados em uma construção tendem a se decompor após alguns anos de exposição ao sol, chuva, fungos e outras influências naturais. O mais curioso, é que prédios construídos recentemente já estão sendo interditados, enquanto construções de séculos atrás permanecem firmes e fortes. Você já se perguntou, por que isso acontece? Isso ocorre porque a vida útil de um prédio depende de vários fatores intrínsecos à construção e ao ambiente em que o edifício está.

Em média, um prédio dura de 50 a 100 anos, mas isso vai depender muito de como foi construído, do uso ao longo dos anos e da manutenção. Inúmeros fatores devem ser levados em conta para avaliar a durabilidade de um edifício. O principal problema da grande maioria das obras está na redução de custos durante a construção. Enquanto antigamente preocupava-se com a qualidade, hoje muitas construtoras pensam mais em quantidade. Quanto mais edifícios puderem ser construídos, em um menor período de tempo e com custos mais baixos, é melhor. Mas aí que mora o problema, essas construções tem estimativa de 50 anos de duração, enquanto prédios antigos duram até 150 anos.  

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A localização também influencia muito na duração de um edifício, por causa da condição ambiental de cada região. Ventos, chuva, sol, umidade e fungos interferem na duração dos prédios. Nos Estados Unidos, por exemplo, as construções da Costa Leste são feitas para suportar furacões e ventos fortes, enquanto as da Costa Oeste precisam sobreviver a terremotos.

O principal fator para estender a vida útil de um prédio é a manutenção. É preciso analisar cada parte do edifício separadamente e fazer os reparos necessários de acordo com a vida útil de cada material utilizado. A seguir uma lista dos principais materiais utilizados na construção de um edifício e o seu tempo médio de duração.  

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Telhado: Durabilidade – 10 anos a séculos. O vento pode levar tudo embora em dias. Mas caso contrário, a durabilidade depende do material: as telhas de aço resistem 20 anos; as de amianto duram até 40 anos; e as de barro ficam lá por séculos.

Metal: Durabilidade – 10 a 50 anos. Até os anos 80, a tubulação era de aço galvanizado, que enferrujava em 20 anos, causando vazamentos e aquela cor marrom na água. Os canos de PVC ou cobre substituíram o aço e duram mais de 50 anos.

Cerâmica: Durabilidade – Indefinida. Peças de cerâmica, como pias, podem durar séculos. Com algumas décadas, elas perdem o brilho, mas seguem firmes. O mesmo vale para azulejos e tijolos – o risco é que, se mal feitos, podem absorver água e desmanchar.

Concreto armado: Durabilidade – 50 a 100 anos. O concreto armado é uma armação de barras de aço preenchida de concreto (mistura de água, cimento, pedra e areia). Quando o cimento absorve o CO2 do ar, a mistura fica ácida e corrosiva.

Vigas: Durabilidade – 50 a 100 anos. Quando o cimento ácido corrói a viga, o aço fica hidratado e ganha volume, fica quebradiço e “incha”. Como o concreto não é elástico, o aumento de volume das vigas faz com que ele rache, esfarele e caia.

Tinta: Durabilidade – 5 a 10 anos. A tinta é a primeira camada de proteção do prédio. Com a umidade do ar, fungos e bactérias crescem e se alimentam dela, um derivado de petróleo que eles adoram. A luz do sol também descasca a tinta.

Vidro: Durabilidade – Indefinida. Apesar da fragilidade aparente, os vidro tem durabilidade indefinida. Por serem feitos de sílica, material que não reage com outros, eles não sofrem decomposição. Pancadas, terremotos e vento são grandes ameaças.

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